Significado da mulher nas cédulas

Qual mistério tem por trás da Mulher que aparece nas cédulas das notas ou exibida nas moedas de muitos países, inclusive o Brasil? Como se chama? De onde veio? Quem a colocou ali, e por que?

Qual significado, simbolismo ou influência ela pode exercer, sobre uma nação, sobre as pessoas, tanto no meio físico ( financeiro – monetário ), quanto espiritual?

O que o SENHOR nos diz? Em sua palavra, nos traz algo revelador?

Façamos agora um estudo sobre o tema.

“A Efígie”

Libra Esterlina – retrato da Rainha Elizabeth II

Chama-se Efígie o nome que se dá para qualquer imagem representada nas cédulas. Por exemplo, no Reino Unido, a efígie da libra esterlina é o retrato da Rainha Elizabeth 2ª. Já o dólar tem sete efígies, representadas por cinco ex-presidentes George Washington (US$ 1) , Thomas Jefferson (US$ 2), Abraham Lincoln (US$ 5), Andrew Jackson (US$ 20), Ulysses S. Grant (US$ 50) e outros dois americanos que não foram presidentes, o primeiro Secretário do Tesouro, Alexander Hamilton (US$ 10) e o cientista e um dos líderes da Independência dos EUA, Benjamin Franklin (US$ 100).

A Jovem república brasileira

No Brasil, a mulher das notas de real é uma representação alegórica da República brasileira. Essa  mulher —  a jovem República —  também aparece em algumas obras de arte, como ao lado. À esquerda, um quadro de 1896, exposto no Museu de Arte da Bahia, feito pelo artista Manoel Lopes Rodrigues. À direita, a República em perfil, feito por Décio Villares em 1919.

E esta mulher, sim, tem um nome. Ela se chama Marianne e foi batizada pelos revolucionários franceses que utilizaram os nomes mais comuns entre as mulheres pobres do país no século 18: Marie e Anne. A partir de então, Marianne passou a representar os valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade ( Também slogan da maçonaria ) da Revolução Francesa, que, em 1789, derrubou a monarquia absolutista e instaurou a República na França.

“A Liberdade guiando o povo” (1830), de Eugène Delacroix, em exposição no museu do Louvre, em Paris

O rosto de Marianne da nossa nota de real foi inspirado na obra-prima “A Liberdade Guiando o Povo”, de 1830, de autoria do artista francês Eugène Delacroix, atualmente em exposição no Museu do Louvre, em Paris.  A obra mostra Marianne usando na cabeça o barrete frígio (uma touca ou carapuça).

Poderosa, com os seios à mostra, ela está armada com mosquetão e baioneta em uma mão e a bandeira tricolor em outra, inspirando o povo a lutar pela liberdade. Ao lado dela, um menino empunha duas armas e marcha por cima de soldados mortos. “No quadro, a Liberdade parece uma deusa, uma mulher do povo. Quando ela marcha descalça por cima dos corpos, é como se usasse os inimigos como uma escada para a liberdade”.

Cédula de 100 francos de 1883 com imagem de Delacroix e a pintura de Marianne

O quadro de Delacroix ficou tão famoso que foi reproduzido em 1993 na cédula de 100 francos, com a imagem do artista à esquerda e Marianne à direita. Possivelmente esta é uma das poucas notas no mundo que mostra uma mulher com os seios de fora. Marianne é oficialmente o símbolo da república francesa, e seu busto contendo o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” está exposto em praticamente todas as repartições públicas do país. Além disso, todas as lojas maçônicas de lá também têm o busto de Marianne, onde é conhecida como “Senhora Maçonaria”.

 

“Em Portugal”

 

Em Portugal A imagem de Marianne também foi usada nas moedas portuguesas. Por lá, a República apareceu como na França, com os seios aparentes, em uma litografia de Cândido da Silva, representando os revolucionários de 1910.”

Litografia de Cândido da Silva representando os revolucionários de 3 de outubro de 1910 em Portugal

 

 “Barrete Frígio”

O brasão da Argentina ( à esquerda ) e o brasão da cidade do Rio de Janeiro

Uma curiosidade a respeito do barrete frígio (a tal touca ou carapuça). Ele tem esse nome porque foi originalmente utilizado pelos habitantes da Frígia, onde hoje fica a Turquia, e adotado pelos republicados franceses que derrubaram a Bastilha. O próprio barrete em si passou a representar a República e aparece em diversas bandeiras e brasões republicanos, como o da Argentina e também no da cidade do Rio de Janeiro. ( Também um símbolo muito importante da maçonaria ).

 

 

 

 

“Nas nossas Moedas”

Efígie das moedas do Brasil ao longo do tempo

A efígie da República é representada nas moedas brasileiras desde, obviamente, a proclamação da República, em 1889. Ora ela está olhando para o lado direito. Ora ela está olhando para o lado esquerdo. Em todas as ocasiões, a República está usando o barrete.

Nas cédulas brasileiras, a primeira vez que a República apareceu foi em 1889, na nota de 500 réis. Em 1926, ela voltou a aparecer na nota de 20 mil réis. Nas cédulas de cruzeiro, ela foi surgir no reverso da nota de Cr$ 20, porém como uma estátua mitológica segurando a Constituição, e não como efígie. No caso desta cédula, a efígie é do proclamador da República e nosso primeiro presidente, o Marechal Deodoro da Fonseca.

Em 1922, o Brasil voltou a exibir a coroa do Império em suas moedas, 33 anos após a proclamação da República, para celebrar o centenário da Independência. A moeda de 500 réis trouxe, lado a lado, a coroa e o barrete frígio da República, representando as duas fases que o Brasil viveu após se libertar de Portugal.

Foi só a partir de 1970, na segunda encarnação do cruzeiro, na cédula de Cr$ 1, que a República surgiu laureada em forma de estátua greco-romana. Mas a representação como conhecemos hoje apareceu pela primeira vez somente em 1989, no Cruzado Novo, na cédula de NCz$ 200. Depois, esta cédula foi reaproveitada com o mesmo valor, só que com um famigerado carimbo, na terceira encarnação do Cruzeiro. Finalmente, em 1994, ela voltou definitivamente, desta vez em todas as cédulas de real, onde permanece até hoje.

 

Estátua da Liberdade” 

(Clique no título para um vídeo sobre a estátua da liberdade)

O quadro de Delacroix também inspirou a criação da Estátua da Liberdade, em Nova York, cujo nome oficial é “Liberdade Iluminando o Mundo”. A estátua, um presente da França pelo centenário da Declaração da Independência dos Estados Unidos, foi projetada e construída pelo maçom Frédéric Auguste Bartholdi, baseado no Colosso de Rodes (uma das sete maravilhas do mundo antigo), com estrutura interna de aço projetada por Gustave Eiffel (o mesmo da torre parisiense) e entregue por Napoleão 3º ao presidente americano Grover Cleveland.

A estátua foi inicialmente projetada para mostrar Marianne com os seios aparentes, assim como no quadro, mas o puritanismo americano impediu, e ela foi coberta com aquela manta. Na mão direita, ela segura uma tocha e na esquerda, uma tábua com a data de 4 de julho de 1776. Embora a inspiração tenha vindo do quadro de Delacroix, o rosto da Estátua da Liberdade foi moldado de acordo com as feições da mãe de Bartholdi, Charlotte, e a silhueta do corpo foi inspirada em sua noiva.  No pedestal, está escrito “Tragam a mim os exaustos, os pobres, as massas confusas ansiando por respirar liberdade”, do poema The New Colossus, de Emma Lazarus.

“Mother Russia”

Por outro lado, se no Ocidente Marianne foi adotada como a alegoria da República, na Rússia, a personagem é outra: a “Mother Russia” ou “Mãe Rússia” . —  algo como “Terra Mãe” ou “Terra Natal”. Essa imagem é tão forte e tão presente na cultura dos russos quanto a Marianne é na nossa. Ela, literalmente, é a mãe dos russos, com o seu vasto território, capaz de proteger todos os habitantes. A imagem ganhou força após a Revolução Russa e há várias estátuas espalhadas pelo país e também nas ex-repúblicas soviéticas. No Ocidente, a expressão “Mother Russia” foi incorporada pela cultura pop. Na música, virou título de singles do Iron Maiden e do The Sisters of Mercy. No cinema, a Mother Russia virou uma vilã na comédia “Kick-Ass 2”, representada por uma mulher de cabelos platinados, tampão no olho e muito malhada.

 

“Na Bíblia – A figura da rainha dos céus” ( MARIANNE )

Lady Liberty – Columbia Entertainment

A frase “a rainha dos céus” aparece na Bíblia duas vezes, ambas no livro do profeta Jeremias.

O primeiro relato está em conexão com as coisas que os israelitas estavam fazendo que provocaram a ira do SENHOR. Famílias inteiras estavam envolvidas em idolatria. As crianças buscavam a madeira que os homens usavam para construir altares para adorar falsos deuses como baal, e havia um controle feminino incentivando. Tal fato ocorreu no domínio Babilônico sobre o povo de Israel, e posteriormente no refúgio egípcio.

Detalhe para a mão de Nimrod fazendo alusão a maçonaria

As mulheres estavam envolvidas em fazer a massa para bolos e pães a serem oferecidos à “rainha do céu” (Jeremias 7:18), influenciando de forma acintosa seus maridos, conseguindo legalidade necessária para tal fim. A motivação das mulheres em adorar falsos ídolos, decorria principalmente da reputação de uma deusa da fertilidade e, como ter filhos era algo muito desejado pelas mulheres da época, a adoração desta “rainha do céu” era excessiva entre as civilizações pagãs. Infelizmente, tornou-se popular entre os israelitas também.

 

 

“Isis e Horus” Museu Imhotep, Egito ( Semiramis e Tamuz )

A segunda referência à rainha do céu é encontrada em ( Jeremias 44:17-29 ), onde Jeremias está dando ao povo a palavra que havia recebido do SENHOR. Ele lembra às pessoas de que a sua desobediência e idolatria causaram a ira do Senhor e que Ele iria puni-los com calamidade. Jeremias os adverte que maiores castigos viriam se não se arrependessem. Eles respondem que não têm nenhuma intenção de abrir mão da sua adoração de ídolos, prometendo continuar a oferecer libações à rainha do céu.

Diana de Éfeso ( deusa a qual foi inspirada a mulher maravilha )

 

 

 

 

 

 

Vendo estes dois textos é fácil ver como a mistura da idolatria que exalta uma deusa, com o culto do verdadeiro Rei do céu, Nosso SENHOR , pode levar à combinação da desobediência e pecado  que envolvia, manipulação, sexualidade, fertilidade e procriação, templo da prostituição. E que desagrada e causava a ira do SENHOR!

Não há e nunca houve uma rainha do céu. Certamente há um Rei do Céu, o Senhor dos Exércitos. Toda a honra e toda a Glória só pode ser oferecida ao SENHOR.

“Madona de latte” – basílica de Santa Cruz, Itália

Portanto no quadro “A Liberdade Guiando o Povo” de Eugène Delacroix, que retrata e tanto influenciou governos, nações, sistema financeiro e seus valores, onde mostra a figura de Marianne, despida, pisando em corpos de homens, que lutaram por ela e para ela, como se fosse a “senhora dos exércitos” se dizendo em busca de uma liberdade, igualdade, e fraternidade da maçonaria, é completamente uma afronta ao SENHOR. E a maçonaria usa, sabe e se aproveita disto, pois identificou a influência que a união destas potestades pode causar em uma nação, principalmente entre as mulheres.  Não é o acaso ou coincidência que entre seus membros  não exista mulheres, no entanto, sabendo o que pode ocasionar em um governo liderado por elas, contrariando DEUS, cria condições permitindo  que a “rainha dos céus” esteja sempre sendo utilizada para que ela, a própria maçonaria, venha dominar, manipular e governar. E certamente nações que erguem libações e adoram a rainha dos céus, usando-as como as matriarcas estão fadadas a ira do Senhor. E sempre estarão dominadas, manipuladas por um seleto grupo que a maioria considera que não existe ou que seja uma teoria da conspiração. O Senhor nos relata em ( 2 corintios 10:4-5), que as nossas armas não são carnais para destruir sofismas, e a altivez que se levanta contra todo o entendimento à obediência do SENHOR.

Têmis, deusa do símbolo da justiça

 

 

 

 

Pedro e os apóstolos se recusaram a ser adorados (Atos 10:25-26 ).

Os anjos se recusam a ser adorados (Apocalipse 19:10; 22:9).

A resposta é sempre a mesma: “Adore somente a Deus!” .

Oferecer adoração, reverência ou veneração a outrem senão Deus é nada menos do que idolatria.